domingo, 13 de fevereiro de 2011

UM TAUMATURGO ASTRAL (lindo texto!!!)

CONVERSANDO COM UM TAUMATURGO ASTRAL
No mais profundo da meditação, ele surgiu à minha frente.
Sorriu e saudou-me simpaticamente. Os seus olhos faiscavam.
Era a primeira vez que eu o via nessa vida.
Depois de tanto estudar o seu trabalho por anos, agora ele estava ali, de frente.
Houve vezes em que pensei que ele estivesse reencarnado atualmente.
Mas ali estava ele bem à minha frente, o médico ocultista e taumaturgo (1) que tanto admiro, pela sua firmeza de caráter e por sua bondade.
O mago da primeira hora, amigo do mestre Phyllipe De Lion (2).
Perguntei-lhe algumas coisas sobre magia e taumaturgia.
Ele respondeu-me mentalmente o seguinte:
“A sabedoria verte a Luz. O trabalho é a grandeza.
O Amor é o elã vital que une essas duas maravilhas.
O sábio conhece e aceita isso.
E torna-se veículo dos mananciais curativos ocultos e projeta os seus benefícios secretamente para o bem de todos os homens, animais, plantas e minerais. Obra no mundo com modéstia e simpatia.
É taumaturgo de fé inabalável.
Jamais reclama, pois sabe que o espírito do Cristo abraça o seu coração.
As luzes do mundo não o atraem, pois ele sabe que elas são transitórias.
O sábio não é forte porque domina fenômenos de magia ostensivos.
Ele é forte porque ama! Sente-se bem orando e curando secretamente.
Sabe que suas energias emanadas são direcionadas pelos anjos da cura para quem realmente precisa delas.
Quando caluniado pela ignorância de alguém, ele apenas silencia e ora.
Ele sabe da transitoriedade das coisas dos homens e de como suas emoções são comandadas por tolas superstições e pelos condicionamentos.
Ele possui a sabedoria do ancião que aprendeu muito na vida, mas sorri igual criança levada.
Nos olhos desse sábio eu vi o brilho do amor de Cristo.
Com ele aprendi que a grande magia é ser veículo do Amor incondicional.
Certa vez, enquanto conversávamos sobre cura e elevação da consciência, ele me disse:
‘Jamais busque o poder da magia pela força. Os portões espirituais não se abrem sob as arremetidas da arrogância. Porém, eles se abrem facilmente sob as suaves vibrações do buscador amoroso que quer servir ao Grande Plano de Regeneração da humanidade.
Carregue em seu coração o objetivo de servir à humanidade com a luz.
Certamente que os seus contemporâneos não notarão a sua luz acesa em meio ao cipoal cinzento das emoções humanas que lhes tolhe a percepção maior, mas o Cristo em seu coração estará muito contente.
É a Ele que você deve reportar-se espiritualmente.
E algum dia, quando a confusão se instalar em seu caminho, recolha-se e ore em silêncio ao Senhor. Ele é o Grande Taumaturgo!
Nós somos apenas os seus veículos no mundo.
Ele é o Grande Acionador da consciência.
Permaneça ligado a Ele.
LUZ, TRABALHO E AMOR!
Esse foi o mantra que Ele me deu.
Agora estou repassando-o para você.
Ilumine, trabalhe e ame.
O Cristo que está em mim saúda o Cristo que está em você!’
Da forma como ele me ensinou, abracei o Cristo que abraça o mundo.
Muitos de meus contemporâneos não me entenderam.
Eles pensaram que eu havia abraçado o Cristo que as religiões abraçam.
No entanto, eu estava mais hermetista do que antes, pois sabia que carregava uma riqueza secreta no coração.
Eu havia redescoberto o templo do amor em mim mesmo, e o Cristo era o meu hierofante maior (3).
Por causa disso, minhas faculdades espirituais se ampliaram consideravelmente, principalmente a segunda vista (clarividência) e a capacidade de ler na luz astral com clareza (4).
E, quanto mais eu via, mais era possuído pelo Amor incondicional.
Pois eu via o espírito do Cristo abraçando o mundo no passado, no presente e no futuro.
E eu, o iniciado, me senti neófito (5) diante de tanta grandeza.
Foi o Mestre Phyllipe De Lion que me abriu a consciência para isso.
Por isso sou eternamente grato a ele.
O Amor é a magia. A magia é o Amor.
Quem opera sob esse princípio torna-se senhor, não dos elementos astrais, mas, senhor de si mesmo.
O ensinamento hermetista da analogia dos contrários demonstra isso claramente: entre os opostos sempre há o meio equilibrante.
O pensamento é a luz sutil, os elementos são a luz condensada.
Entre o sutil (Céu) e o denso (Terra), o amor é o equilíbrio.
Entre a cabeça e o ventre, o coração é o equilíbrio.
O coração é o templo do amor. A Grande iniciação ocorre dentro dele.
O Cristo é o Hierofante supremo. O mago responsável é seu servidor.
Na senda iniciática (que prepara o iniciado para compartilhar a luz no sendeiro da vida cotidiana, o verdadeiro campo de prova prática), o que conta é o bem que se pratica.
O iniciado é lúcido, e não se permite ser prisioneiro de barreiras idiomáticas, raciais, religiosas, sexuais ou culturais, pois ele vê o mesmo TODO em tudo.
Para ele todos os homens carregam a luz divina em seus corações.
Por isso, ele abraça a alma do mundo sob o influxo superior do Cristo.
Ele sabe que ele mesmo, todos os seres, o mundo e o próprio Cristo são expressões do mesmo TODO.
Maravilhado com o que vê, a Grandeza do TODO na menor partícula e no cerne do Cosmo, ele se sente agraciado com um estado de consciência amoroso em si mesmo.
Em silêncio, ele ora agradecido ao Cristo pela oportunidade de servir.
E se lembra do mantra: LUZ, TRABALHO E AMOR.
Espero ter contribuído um pouco na elucidação dos aspectos esotéricos que você me apresentou.
Fique na Paz!”
* * *
Contente da vida, vim correndo aqui para o computador para registrar tudo o que ele disse. Inclusive, ele ainda está aqui em casa até agora.
Espero que os seus toques espirituais sejam úteis para outras pessoas, assim como estão sendo úteis para o meu próprio aprendizado.
Paz e Luz.
P.S.:
Não vou revelar aqui o nome desse ocultista, não porque ele tenha me pedido segredo, mas porque o mais importante é o conteúdo das ideias passadas por ele. Além do mais, ao passar o nome de alguém conhecido e que tenha deixado algum trabalho em andamento na Terra, sempre aparecem os discípulos furiosos comigo porque acham que os seus mestres só podem passar mensagens para eles. E esse pessoal costuma vir cheio de ataques (o que prova que não são iniciados responsáveis, mas sim pessoas irascíveis e sujeitas às emoções mais mesquinhas), e com acusações de que eu estou revelando coisas que não devia, e que tal assunto só deveria ser passado dentro de um contexto iniciático apropriado. Inclusive, já fui ameaçado de que o carma iria "me fritar" porque eu estaria falando demais.
Bom, deixo que a lucidez de cada um lhe diga se o conteúdo aqui exposto é baseado nos princípios da Espiritualidade Maior.
Nunca fui iniciado dentro de alguma linha espiritual aqui da Terra, mas deixo a critério do leitor inteligente questionar se é possível para alguém que sai do corpo desde a adolescência ser iniciado em templos extrafísicos durante o sono, principalmente se tal pessoa tiver o compromisso de veicular temas espirituais, em meio à população, de forma aberta, como exigem os tempos atuais.
Eu poderia me poupar de muitas incompreensões se apenas escrevesse como texto meu mesmo, camuflando a verdadeira autoria espiritual. Porém, não faz parte do meu jeito de ser a covardia. Por isso, quando o texto é meu, sempre coloco o meu nome, e quando o texto tem autoria espiritual, da qual sou o canal interplanos (médium), sempre evidencio isto, seja colocando a referência correta, ou apenas citando que o mesmo é de origem extrafísica.
E deixo o tempo passar, sabendo que o carma irá "me fritar", mas só se eu não passar a informação espiritual para frente e de forma aberta.
Quanto aos discípulos, de quem quer seja, a resposta que tenho para dar é apenas esta: LUZ, TRABALHO E AMOR!
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 29 de julho de 2003.
- Notas:
1. Taumaturgo: É aquele que pratica a Taumaturgia (também chamada de Teurgia), que, no contexto exotérico (aberto), é a arte de operar milagres. Porém, no contexto esotérico (fechado, hermético) é a arte de ser canal das potencias celestes para a cura dos homens e a transformação da consciência (alquimia interior).
2. Phyllipe De Lion: grande taumaturgo francês do século 19.
3. Hierofante: o mestre iniciador que submetia os neófitos às provas iniciáticas nas iniciações antigas.
4. Clarividência - do latim, clarus - claro; videre, ver - é a faculdade perceptiva que permite ao indivíduo adquirir informações acerca de objetos, eventos psíquicos, cenas e coisas, físicas ou extrafísicas, através da percepção parapsíquica de imagens ou quadros mentais.
5. Neófito: calouro; iniciante.

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