sábado, 24 de abril de 2010

A PONTE MAIS IMPORTANTE

Você saberia dizer qual é a ponte mais
importante do mundo?

Talvez muitas imagens de mega-construções
tenham passado pela sua mente neste
instante, mas seguramente nenhuma delas é
a mais importante, embora todas sejam úteis.

Agora imagine uma mãe com seu bebê no colo...

Imagine o neném sugando o leite materno
enquanto a mãe o acaricia e o envolve em
terno carinho...

Sem dúvida, uma imagem divina!

Agora imagine uma criança deitada sobre o
peito de seu pai, enquanto o pai passa
suavemente a mão sobre suas costas...

Outra cena comovente, com certeza...

Mas, afinal de contas, o que isto tem
a ver com a ponte mais importante do
mundo?

Tem, e muito.

Esses pequenos gestos são os alicerces
que sustentarão a ponte mais eficiente
e mais importante da vida: a ponte do
diálogo.

Muitos pais desconhecem que é desde os
primeiros dias de vida de seus bebês
que a ponte do diálogo deve ser iniciada.

Os pais que sabem disso começam a
conversar com o filho enquanto este ainda
se move no ventre materno. E o neném
responde, ao seu modo.

Mas quando esse importante meio de
comunicação e união não é construído, as
conseqüências podem ser desastrosas, pois
um precipício pode se abrir entre pais e
filhos.

Desatentos para essa realidade, muitos
genitores crêem que somente quando o
filho for jovem é que deverão se
preocupar com uma aproximação. Ledo engano!

Não é raro que muitos pais se desesperem
quando tentam dar um passo na direção do
filho e só encontram um profundo vazio...

Não há ponte... Não há como se aproximar...

Perplexos, os pais gritam. Também em vão...

Os filhos não os ouvem. Não há entendimento.
Só há um grande e triste distanciamento...

“Onde foi que eu errei?”, perguntam-se. Mas
não ouvem resposta alguma.

Encontrarão a resposta fazendo uma
retrospectiva de suas atitudes para com os
filhos, desde o momento em que eles chegaram
ao mundo.

As cenas são quase sempre iguais, mudando
apenas o cenário e os personagens.

O filho pequeno, que ainda não sabe se
comunicar com palavras, é extremamente sensível
aos gestos dos pais, mas é tratado como se fosse
apenas um boneco, sem razão nem sentimentos...

Não é digno de atenção, pois não sabe se expressar...

Outro equívoco, pois logo as crianças demonstram sua
indignação agindo com rebeldia ou violência, ou se
isolando do mundo.

Por todas essas razões, e outras mais, é importante
pensar nessa ponte de afeição que liga as criaturas.

Ela precisa ser construída com cuidado, usando-se os
melhores sentimentos de ternura, atenção e respeito, os
únicos que são eficientes e duráveis.

Por mais que avance a tecnologia, que se tenha mil modos
de comunicação, nada substitui o diálogo caloroso entre
os familiares.

E não basta apenas estar junto, não basta oferecer o peito
ao bebê e ficar com a mente e o coração distantes.

Não é suficiente sentar-se na mesma poltrona, ligar a TV e
ver um bom filme. É preciso estar junto, sentir o coração
pulsando, os olhares fugidios, os medos escondidos.

Considere tudo isso e comece, ainda hoje, a construção dessa
ponte de ternura que aproximará você de quem você ama.

Não permita que a erosão da indiferença abra valas
intransponíveis entre você e os seus amores! Aproxime-se, de
corpo e alma, enquanto ainda há tempo...

Pense nisso!

Quando a ponte do diálogo é construída sobre as bases da
confiança e do respeito mútuo, não há nada capaz de derrubá-la,
e as relações afetivas estarão sempre preservadas.
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